Polícia descarta confronto e prende pistoleiros por homicídio em fazenda

Tiroteio em fazenda do ex-governador Sival Barboza e ex-deputado Riva, envolvendo capangas fortemente armados e grileiros de terras em Colniza culmina com a morte de um invasor, Elizeu Queres de Jesus, 38, que veio a óbito ainda no local, após ser atingida por diversos disparos de arma de fogo e mais nove feridos em um suposto confronto ocorrido neste sábado dia 05 em Colniza a 1.055 quilômetros da capital Cuiabá. O tiroteio teria envolvido capangas da fazenda e membros de grupo voltado a invasão de terras que tentavam invadir a propriedade. Os feridos foram socorridos e encaminhados para atendimento médico na região.

A Fazenda Bauru, antiga Fazenda Magali, foi mencionada na delação premiada do ex-governador do estado Silval Barbosa (ex-MDB, 2010-2014), que afirmou ter comprado a propriedade entre 2011 e 2012 em sociedade com Riva por um valor de R$ 18 milhões.

Riva ficou conhecido como o "maior ficha-suja do país", por responder a mais de cem processos. O político foi condenado por desvios de recursos públicos da Assembleia Legislativa, de onde foi presidente.

Em depoimento, alguns dos feridos declaram que nenhum dos invasores portava arma de fogo. Além disso, de acordo com o delegado à frente da investigação, Alexandre da Silva Nazareth “até o momento, nos levam a acreditar que não houve confronto armado, pois só foram encontradas cápsulas de armas de mesmo calibre dos seguranças da propriedade”.

Foram apreendidas 4 armas de fogo, sendo uma espingarda calibre 12, duas pistolas 380, e um revólver, calibre 38. Os suspeitos foram autuados em flagrante por um homicídio consumado e 9 tentativas de homicídio.

A propriedade tem histórico de invasões. Em outubro de 2018 cerca de 200 pessoas armadas invadiram a propriedade. Naquela ocasião, o Ministério Público Estadual (MPE) já havia alertado o governo de Mato Grosso sobre risco de conflito armado.

Outro lado

Em nota enviada à imprensa no começo da tarde, Riva lamentou o ocorrido e se declarou preocupado com a vida de todos os envolvidos. “Lamentavelmente pessoas que se auto denominam trabalhadores rurais, mas que fazem parte de um grupo armado, novamente desrespeitando ordem judicial de reintegração de posse e de afastamento dos limites da propriedade, não somente atentaram contra a vida de pessoas como pretenderam com o uso da força, invadir a propriedade rural produtiva, para cometer crimes de toda ordem”, finalizou.

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