Mesmo com manobra de aliados ex prefeito fica inelegível

Por: Vanderlei Alves

Na sessão desta segunda feira dia 4 de novembro os aliados do ex-prefeito Adimilson Nogueira tentaram mudar um resultado que já tinha definição do próprio MPC e TCE tentando enfiar um projeto de resolução sem o menor cabimento. Adimilson Nogueira prova do seu próprio veneno quando tem contas reprovadas pelo órgão técnico do estado e no desespero tenta colocar panos quentes na Câmara de vereadores com seu ‘pelotão’ de aliados.

Eram duas contas para analise de os vereadores, sendo uma de 2013 e uma de 2016. Em uma das contas o TCE pedia a aprovação com ressalvas e outra reprovação total. Para reprovar as contas de 2013 eram precisos oito votos e a votação ficou assim: duas abstenções e duas para se manter o parecer de acordo com o Tribunal e sete vereadores votaram para reprovar as contas de 2013. Mesmos aprovadas com ressalva o ex prefeito deverá devolver dinheiro pelos danos causados ao erário público.

Mesmo com movimento de aliados – vereadores Betinho, Loro Fagundes e Bruno Morais conta foi rejeitada e Adimilson Nogueira fica inelegível

Já as contas de 2016 o ex prefeito teve apenas um voto favorável dos 11 validos, houve dez votos favoráveis a reprovação e uma abstenção. O presidente da Câmara de vereadores, Flaviano Carvalho disse esperar que “… as contas de 2016 foram reprovadas, ele (Adimilson Nogueira) vai ter que devolver dinheiro aos cofres públicos e espero que fique dez, vinte ou trinta anos inelegível, que nunca mais volte ao poder para não dar prejuízos ao município como ele fez (no passado)”.

São diversas irregularidades insanáveis detectadas pelo Tribunal de Contas do Estado, dentre elas estão por exemplo falta de fotos comprovando execução de obras e serviços e, ainda ausência de boletins de medição e reajustes ou laudo de vistoria que são emitidos pelos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização da execução dos serviços. O ex prefeito teve a oportunidade de se justificar das improbidades encontradas, mas foram consideradas insuficientes para sanar os danos ao erário público.

Nogueira foi ‘condenado’ pelo TCE também por quase 400 mil reais usados para diárias e viagens que sequer tinha comprovante de aquisição de bilhete de passagens. O órgão fiscalizador determinou que o ex prefeito devolva mais de oitocentos e trinta e cinco mil reais de multas. Com a reprovação das contas do exercício de 2016 Adimilson Nogueira fica inelegível.

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